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Área de lazer de condomínio pode continuar desabando

Administração de Condomínios

Apesar das estruturas das três torres do condomínio Grand Parc estarem seguras, segundo a vistoria realizada pela Defesa Civil, ainda há riscos de novos desabamentos na área de lazer.
 
A constatação é do coordenador do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape), Robson Gaiofatto, após visita ao local na tarde de ontem. “Não há indícios que as torres estejam comprometidas, mas há riscos de novas movimentações na área de lazer. Não é possível descartar um novo desabamento”, explicou.
 
Uma série de problemas no local impede que as pessoas habitem os apartamentos novamente. Entre elas, estão a falta de energia, água, esgotos espalhados pelo condomínio e vigas expostas. “O fato de as torres não estarem comprometidas não quer dizer que as pessoas podem voltar a morar no local. A água e a luz foram cortadas, há escombros que ainda podem se movimentar. Não é um trabalho simples ou rápido”, comentou Gaiofatto.
 
Vistoria ao redor
Por precaução, os prédios vizinhos do hotel Golden Tulip e do centro comercial Corporate Office também passaram por perícias. Uma equipe de engenheiros vistoriou o local na tarde de ontem para verificar se houve algum comprometimento da estrutura.
 
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Jonathan Jantorno, não há riscos em prédios da região. “Ontem, foi feito um trabalho de vistoria e constatado que não havia riscos, mas estes prédios ao lado, que são parede com parede ao condomínio, solicitaram uma perícia por conta própria, por precaução. A princípio, não há qualquer tipo de problema”, ressaltou.
 
Empresa alega que usou material adequado
Sob a suspeita de erros na construção, as empresas responsáveis pelo Grand Parc negam ter agido com imprudência durante as obras. A Incortel informou que o empreendimento erguido respeitou os projetos estruturais. E que realizou os testes de tensão do aço e de resistência do concreto, conforme exigido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo a empresa, o aço usado era homologado no Brasil. A Incortel também afirma ter contratado uma perícia para analisar as causas do acidente.
 
Representantes da MCA Estruturas, responsável pelo projeto estrutural, disse que não houve erros de cálculos e que o acidente poderia ter sido evitado se o condomínio ou as construtoras tivessem solicitado manutenção. Já a Cyrela informou prestar assistência às vítimas e que vai colaborar com as apurações.
 
Fonte: Gazeta online